sexta-feira, 18 de abril de 2014

O amor verdadeiro existe

Primeiro: Sim, é possível viver um amor de verdade. Um amor sem prisão, sem posse. Amor puro e não apenas encantamento. Um amor em que o relacionamento acaba e você respeita e ama aquela pessoa pra sempre.
Eu deveria, por associação de ideias e talvez por olhar pra dentro e ver tanto coração espremido que isto tudo é uma grande bobagem. Mas existe um ditado que é a maior verdade do mundo: o que você viveu ninguém pode tirar de você. Infelizmente neste grande pacote vem a maior dor do mundo e as náuseas. Os dez dias de choro e o olhar pro mar e nada mais fazer mais sentido. Mas isto é a gotinha do copo. Tudo é escolha. É o que você sente, mas não só isso, é o que pode passar a ser passado, e isso, só depende de você mesmo.
O mais difícil é sempre perdoar. O perdão é árduo, sofrido, diário. O perdoar a si próprio também é importante. Esvaziar as caixas, apagar as fotos, as noites que você pensa mas não chora, as noites que sem perceber você para de pensar, e de chorar. Um mês. O que é um mês para um sentimento que parecia te devorar, tomar conta de você e te causar dependência.
Mas aí é sempre a mesma questão, o mesmo problema colocado. O problema dos 15 anos, dos 17, de quando seu pai vai embora, de quando o mundo de faz chorar, de quando você mesma subestima sua força: Vale a pena?
Verbalizar vale, isso eu sei. Sonhar valeu, chorar valeu. Esperar. Sorrir. Amar. Agradar. Querer. Proteger. Suspirar. Claro que vale!
Cada momento serviu pra constituir quem eu sou hoje. Me faz bem acreditar que eu muito contribuo pra vida de quem me cerca. Quem sou eu pra jugar tudo o que você fez. Se de repente deixou de me amar, se de repente escolheu outra vida e não sonhou mais comigo. As pessoas às vezes não são, estão.
As poucos tudo vai fazendo sentido. Não como quebra cabeça que talvez eu só precisasse usar a lógica pra descobrir qual é o sentido, mas como milhões de papeis picados que eu preciso unir e desvendar o que querem dizer. Palavra por palavrinha. O trabalho não é fácil. Eu que sei! Mas é recompensa é grande. É ver quem me ama sorrindo e ficando feliz por minha causa. Um eu te amo nunca vai ter preço. Nunca! Se é de verdade nunca vai passar. Às vezes as pessoas só pensam em si mesmas, como um dom. Será que isso é defeito? Eu sou tão pequena que não consigo entender.
Mais uma que aprendi: nossa geração não tem palavra. Acreditemos, bater no peito e dizer que é homem não é ser. Os homens de hoje não são como os nossos avós. Basta que sejamos apenas sujeitos históricos. As pessoas se enganam, é mais fácil. Mas este texto não é sobre os outros. Ele é sobre mim, sobre nós, sobre tudo isso que tá passando.
Fico impressionada de ver como eu sou só amor. Eu sempre ouvi que era especial e nunca acreditei. Hoje, na minha casa, com meus amigos de infância me abraçando e com pessoas me dizendo diariamente o quanto sentiram minha falta, que não me esqueceram e que o que eu representei não vai passar, eu me sinto importante. Eu me sinto única. Sinto o que achei que só você neste mundo poderia me proporcionar. Então o que eu peço hoje quando oro por você é que não nos falte amor nesta vida. E pra mim é que eu ouça muitas vezes ainda " Você é linda por dentro e por fora." Que eu acredite nisso.
Que eu transborde sempre amor e no meu coração não caiba ódio. Que eu seja e saiba ser mais sincera com as próximas pessoas que passarem pela minha vida. Que eu me ame, que eu ame. Amém!
 O amor verdadeiro existe.

domingo, 2 de março de 2014

Amor é pororoca

O amor é como uma pororoca de março: chega e sai arrastando tudo, sem olhar pro lado, sem pedir licença. Amar é pedir que arrastem nossas certezas.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Eu te amo, por favor

Li isto há tempos e achei bonito.
"Eu te amo, por favor" deveria ser uma expressão, que tal ao invés de "Bom dia" um " Aceita um Eu te amo?"
Amar devia ser ensinado como código de costume e conduta.  Os músicos pedem mais amor ao mundo, os homossexuais defendem sua forma de amar, as crianças querem o Amor da mãe. A moça da novela faz as feministas encherem os olhos d' água ao receber um buquê de flores do galã. Que "rai" de diabos é amor. O primeiro Eu te amo deveria ser eternizado e ecoar no mundo pra sempre. Façamos então, uma caminhada Pró- amor. Pró- trocas de cartas, Pró- brilho nos olhos  todos os dias, Pró- eu- te -acho- a- pessoa-mais-linda-do-mundo.
A maior parte das postagens deste blog falavam da falta de amor, do desconhecimento, e de meses pra cá falam do excesso e do não saber-o-quê.
Amor, por favor. Bernardi pediu num dia de inverno: " Um café e um amor, quentes por favor." Por favor é um expressão tão desnecessária. Imagina só: " Não me magoe, por favor" quanto vale isso pra pessoa que ouve? Pois bem, "Me ame, obrigada". Bobagem esta coisa toda de educação" O tal amor não tem código de costumes como já descrevia Nobert Elias, o amor é selvagem e não passou por processo civilizador. A academia jamais vai explicar o amor. Nem trabalho etnográfico, nem análise sociológica. Nem Freud explicou. Estamos todos fodidos, amando ou não. Estamos todos imersos, nem que seja uma vez na vida, nas palavras pessimista que Charles Bukowski declamava nos bares. No fim somos todos quitinetes sem telefone, Caio. No fim, a liberdade não pode ser substância, Clarice. Que me sejam apresentados novos autores, Amor eu já tenho. Que me seja então, ensinado o jeito de amar e de transformar isto tudo em coisa boa. Que alguém me ensine como te fazer se sentir feliz e amado. Não sei ler estes símbolos, não passei por este processo de socialização. Que alguém me ensine a não te perder e não me perder no meio de tanta educação e desta merda toda de aparência que é hoje a vida. Que alguém me prove que o Amor ainda existe.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Eles me entenderiam

   Clarice me entenderia quando eu digo que descobri em mim mesma a felicidade, que  tive a minha "Descoberta do mundo",  nessas nossas conversas íntimas ela me dizia que a minha estrela iria brilhar em algum momento. A de todo mundo brilha em algum momento, basta mantê-la  brilhante o máximo de tempo que conseguirmos. Machado me entenderia quando eu digo que não sei ao certo os motivos que me põe a caneta na mão e Tati Bernardi me aconselharia com voz imponente como fazia no auge dos meus quinze anos: Sofra, chore, mas espere O próximo. Melamed me aconselharia a criar e olhar com criatividade o mundo a minha volta, mesmo o que não estiver na minha esfera de influência, brincar com as palavras em meio ao caus. Acho que ele estaria orgulhoso agora. Ele me entenderia e me ajudaria a compreender o meu processo de "Regurgitofagia". Caio Fernando, tão meu sempre, me diria pra ter calma e espera com fé, talvez com um choro preso e um café quente toda noite, pra enfrentar melhor a madrugada e fazer companhia a tão amiga íntima agora, insônia. Ele diria, na falta de amor, café. Primeiro os morangos depois os mofos. Visto que na vida não deixarão de existir "Morangos mofados". Dalton Trevisan me diria que  a "cada palavra, um beijo a menos", mas penso que na falta de beijo,  muito tem me servido as palavras. Rubem Braga me faria um crônica, tenho certeza. E a Ana Cláudia Calomeni iria me lembrar de outros carnavais, de outras nossas-primeiras-músicas. Saramago me traria um "bom dia tristeza" e Cazuza sagaz como sempre diria "se doer demais é porque valeu", tia Rita- linda iria me lançar seus perfumes, suspender todos os jardins da Babilônia e me explicar o amor, o sexo. A professora mais linda de português que eu já tive na vida, tia Val, iria me olhar com carinho, passar as mãos no meu cabelo e pedir: respire. Não se apresse, eu te entendo, use vírgula, associe livremente as ideias, mas atente para a lógica, fundamentalize seu argumento. E sorriria dizendo um "vai ficar tudo bem" que me deixaria com os olhos cheios de lágrimas. Os bons escritores nem sempre se adaptam a métrica. Tia Val me entenderia. Beauvoir me ensinaria, mais uma vez, que a mulher não tem nada de frágil e ouviria atenta, minhas ânsias. O Árabe que escreveu o provérbio- árabe que dizia "Isso também vai passar" que eu não sei onde eu li, também me entenderia. Freud me entenderia, talvez eu nem precisasse de análise. O mundo talvez não, mas eles me entenderiam.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Encantamento

Às vezes, vezenquando, quando vez, quando vens. De encontrão encontramo-nos e no encontramento encantamento fez-se. E eis que tudo virou luz. Sons, luzes e palmas. Seja o que for: encantamento. Outrora passou, quiçá passe. Associação livre de ideias é o mesmo que libertamento desprendido de sensações? Fora o que senti. Que criem-se palavras que sejam capazes de exprimir e dar sentido ao momento. Viver sem estar sujeito ao encantamento é duvidosamente mau. Bem, que Deus conceda-lhes a oportunidade de sentir um dia. Desejo-lhes tudo de encantamento despropositado prosa poesia literatura marginal leitura de boteco e Machado de Assis. Principalmente Machado de Assis! E se achares pouco, um pouco de criatividade e mel: Melamed. Usem outras línguas, investigue em dicionários, não se esqueçam dos aforismos. Chamem os nossos amigos Ets. Jogue com as palavras, que todos os trocadilhos e figuras de linguagem floresçam em ti, em nós.  Sem medo, ter medo é  desperdício tal como quando você deixa de espreguiçar-se em sua cama por mais 5 minutos antes de ir ao trabalho. Desperte, desperte em ti o desejo da simplicidade, de ver beleza nas coisas simples contanto que não vós passe despercebido o que te faz feliz, e que seja simples! Que seja simples, pois há de nascer algo mais bonito que flor. Desejo-lhe tempo. Pois que falta e que falta faz o tempo! Há de vir o tempo em que daremos mais importância à literatura que à ciência. Assim espero, despertar no entanto, relaxada, sem pressa de querer que as coisas saiam do meu jeito e não do jeito a que conspira o Deus Universo. Sorte, sonho, doçura. Desejo a nós, a todas as criaturas pensantes e inanimadas. Sonho, sonhe, sonho. Que não vivamos só deles, mas do que eles nos proporcionarem. Desejo muito encantamento ao mundo, vide que precisa.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Nunca em negrito é um esporro

        Que todos as caps locks sejam pressionadas ao mesmo tempo. Hoje eu não quero uma atenção flutuante. Estudar psicanálise tem mexido muito comigo. Tudo tem mexido, como já indicava meu mapa astral. O inferno está posto, é não é o de 3 dias denominado TPM. Júpiter encontra Saturno e chama Peixes pra brincar comigo e desestruturar minha vida: Estou apaixonada. Uma daquelas, fortes que vem tipo pororoca de abril, devastando tudo. Que te tira todas as certezas que na verdade nunca foram certezas porra nenhuma. Daqui a pouco faço 20, e parece que eu não consigo sair dos 13 nunca. Já pensou o quanto um negrito num texto uniforme pode fazer diferença? Já pensou o quanto alguém pode te deixar nas nuvens e depois ir embora te deixando mal e com uma dor no peito, um nó absurdo na garganta, uma dificuldade imensa de respirar? O oxigênio não chega ao cérebro e você não pensa. Só treme e fica sem reação ao ver a pessoa que você queria ter. Ter de uma forma egoísta e que te dê mesmo a sensação de pertença. Qual é o problema de querer pertencer a alguém, afinal? Que sejam minimizadas todas as teorias, todas as receitas de bolo. Hoje eu quero me declarar neurótica-obsessiva- histérica- apaixonada. Eu quero me libertar de todos os meus traumas. Realmente não sei se é melhor viver no mundo da fantasia, em que não há espaço pra frustrações, pra choro ou insônia. Fantasiar deve mesmo ser melhor que viver. Dizer Nunca é o mesmo que clamar aos céus e a Terra: quero que aconteça. Dizer nunca, assim em negrito, é um esporro. Viver é um esporro.

domingo, 12 de junho de 2011

Sol- inteira

   Quando é que as pessoas decidem que vão namorar? É, que querem ficar juntas, construir coisas, ir à lugares, ter intimidades? Será que é justamente quando você se dá conta que passa muito tempo sozinho e que precisa de alguém para dividir com você a "solidão?" Quando é que as pessoas começam a se amar? Será que é quando você passa horas pensando naqueles sorrisos, naqueles carinhos e naqueles abraços e queria que todos esses momentos durassem para sempre? Quando é que o amor acaba? Quando não há mais tesão, não há mais carinho, não há saudade? Já parou para pensar que hoje é tão difícil pensar nessas coisas? Eu pelo menos acho dificílimo!


Você pode estimular seu cérebro lendo sei lá, Freud ou Levistrauss. Eu particularmente não acho que uma pessoa é pouco inteligente quando não entende essa "lógica" e as peripécias do amor. Tantos autores dedicaram tantos anos e livros, tantos partos, esforços de subjetividade e sensibilidade para descrever, ilustrar o que é e como pode ser isso tudo. Foram formidáveis, geniais é verdade. Pessoa é pessoa ! Mas eu pergunto-lhe, pra quê? Se você não sente ou nunca sentiu uma coisa pulando do seu peito ao ver uma pessoa ou não sabe como é deixar de comandar o seu corpo quando beijou outra, sinto muito em iformar-lhe meu caro, não adiantou nada, você não sabe nada de amor! Eu humildemente não sei... E por que, quando ser solteiro passou a ser algo tão doloroso assim? É errado? É ser infeliz? Um dos meu autores preferidos diria : "Os solteiros é plural então até que nem tão solteiros assim." Ele dedica um texto inteiro só para problematizar a solteirice e o casamento. Eu adoro esse texto, leio, releio, treleio. Por quê? Ora, porque eu sou solteira! E porque apesar de toda a dialética do Melamed( o autor) tudo o que eu penso enquanto leio suas palavras tão bem colocadas é : “Eu queria ter um namorado assim’ e sabe o que ele me diz? “solteiro quer dizer o sol inteiro. E ainda: só, mas inteiro.”.

Sabe Michel, eu concordo, eu acredito. Hoje não foi um dia ruim. Amanhã continuarei a ser sol, ser inteira. Porque somos e seremos até o que o amor nos encontre sol- inteiros.