Vai Julieta, sai desse bode.
Vai passear, namorar, sair, dançar se divertir. Entra um pouco na internet, vai ao cinema, toma um banho de mar. Faz alguma coisa Julieta! Garota bonita, fica aí olhando para o nada, conversando com plantas. Vive Julieta, vive de verdade!
Certo dia Julieta disse :
"Mulher estilosa é aquela que põe seu melhor vestido, melhor perfume, seu melhor batom e no jantar à luz de velas, pede o cara em casamento e racha a conta".
Julieta não queria ser mulher, queria ser mulher estilosa. Mas cadê coragem, cadê? Julieta só sabia era falar com seres inanimados, se atrapalhava um pouco com gente.
"Gente é estranha!" - dizia Julieta, como se fosse adiantar alguma coisa.
Vai Julieta, levanta dessa cama, troca esse pijama.
Julieta não é princesa, nunca foi. E nem quer ser. Quer? Julieta não sabe, sabe não. Julieta queria um Romeu. Mas não romeu careta, um Romeu despojado.
Saí Julieta, vai ver a luz do sol, passa um batom nesses lábios grossos, solta esses cachos, se abre para o mundo menina!
E Julieta foi.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
O encontro perfeito
Choveria.
Eu estaria ensopada esperando o ônibus para um lugar qualquer.
Ele estaria no ônibus, desconexo do mundo, olhando a paisagem.
Eu entraria um tanto quanto decepcionada com o dia, molhada, despenteada, simples.
Sentaria ao seu lado.
Ele olharia-me rapidamente.
Eu, preocuparia-me em não molhar-lhe.
Ele não se incomodaria com as gotas geladas do meu corpo e meus cachos tocando-o, continuaria sua leitura silenciosa.
Eu leria Clarice, ele, Shaskepeare.
-Gosto muito deste livro dela.
- Eu adoro Shaskepeare.
- É tão...
-É.
Conversaríamos sobre a chuva, sobre dia, o percurso, os problemas do mundo.
E demoraria para o nosso ponto chegar.
Nada de contos de fadas, telefones ou contatos símbolos da modernidade.
-Aceita casar-te comigo? ele.
- Como? eu.
Disse Romeu à Julieta. Diria ele, voltando à leitura.
- Ah! Diria eu sem malícia, pensando no quanto era bom estar molhada num banco de ônibus.
Eu estaria ensopada esperando o ônibus para um lugar qualquer.
Ele estaria no ônibus, desconexo do mundo, olhando a paisagem.
Eu entraria um tanto quanto decepcionada com o dia, molhada, despenteada, simples.
Sentaria ao seu lado.
Ele olharia-me rapidamente.
Eu, preocuparia-me em não molhar-lhe.
Ele não se incomodaria com as gotas geladas do meu corpo e meus cachos tocando-o, continuaria sua leitura silenciosa.
Eu leria Clarice, ele, Shaskepeare.
-Gosto muito deste livro dela.
- Eu adoro Shaskepeare.
- É tão...
-É.
Conversaríamos sobre a chuva, sobre dia, o percurso, os problemas do mundo.
E demoraria para o nosso ponto chegar.
Nada de contos de fadas, telefones ou contatos símbolos da modernidade.
-Aceita casar-te comigo? ele.
- Como? eu.
Disse Romeu à Julieta. Diria ele, voltando à leitura.
- Ah! Diria eu sem malícia, pensando no quanto era bom estar molhada num banco de ônibus.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Paredes, caminhos , desencontros
Essas paredes descascadas, frias, só aumentam essa sensação de solidão absoluta, é o vazio de lembrar daquela tarde que não pode mais voltar. E se eu olho por alguns minutos para o lado, fixo para essas paredes verdes, elas tomam dimensões enormes e levantam-se contra mim querendo devorar-me. Através delas eu vejo teus olhos negros, ávidos, ao me olhar, ora secando meus lábios, ora querendo decifrar-me através das expressões dos meus- somos olhos, fomos olhos apaixonados um dia. Quando me lembro de você, sorrio, mesmo que o meu dia não tenha sido tão bom ou feliz, mas sorrio ao ver o quanto tínhamos em comum, é cômico agora. O sorriso não dura muito, logo, penso que todo esse meu sorriso não deixa de ser forçado, é cinismo. Então me entristeço, no desconserto dos meus pensamentos. Quero pensar em comida, viagens, garotos, mas só o que consigo pensar é no rio, no verde- estou meio obcecada por verde, antes mesmo de te conhecer, o verde já me fascinava, sinto que ele quer me dizer alguma coisa, tenho o meu preferido, escuro, por ser tão exigente, nenhum outro tom de me agrada , nem um outro tipo me atrai tanto quanto você. Mas a culpa não é bem nossa, são questões demográficas, etárias, ou Ele - o verde. O problema não é conosco, somos pessoas certas o momento é que é errado, e eu só posso sentir muito, você também. Eu gostava de te ouvir falar, fala mansa, vocabulário enrustido, gostava da sua idade, sobretudo da sua idade e do jeito que você me olhava, fitava-me como se eu fosse uma criança, como se quisesse me proteger. Desculpa por eu não ser tal infantil assim, tão angelical. Nós nos fantasiamos muito. Sempre fomos opostos, suas mãos quentes e as minhas frias, seu sorvete de flocos,o meu com cobertura de chocolate, nos completávamos no pequenos detalhes, nossos gostos musicais, por filmese comidas variavam, nossos desejos e planos de vida também, eu era livre. Você sempre preso demais. Seu beijo era respeitoso, com carinho, talvez esse fosse um dos problemas ou pelo menos passou a ser depois de eu não mais fantasiar, aí a coisa muda: eu, pé no chão demais e você querendo sonhar. Paramos de caminhar juntos, agora, eu gostava de vê-lo pelos caminhos da vida. Eu, mesmo sabendo o que queria sempre fui mais insegura, você não, parece que a vida sem roteiro te fazia bem. Parei de fazer planos com você e você comigo, naturalmente, assim como quando você descobriu que eu só tomava leite para te agradar e que às vezes eu o beijava pensando na roupa que eu iria usar no dia seguinte, eu parei de me perder, e nessas perdas e devaneios, comecei a me achar, e te perder. Nos desencontramos.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Amor Platônico

Tudo começa com olhares, sorrisos ou simples conversas.
Os olhares podem não ser necessariamente para você, os sorrisos com os amigos, ou por outro motivo qualquer que não seja você e as conversas podem ser por orkut, msn, twitter, ou qualquer outra página de ralacionamento.
Logo, você começa a idealizar uma vida ao lado dessa pessoa, parece incrível! Mas não se iluda, é doloroso!
E que tal, se ele/ela morar longe pra caramba ? A chance de você conhecê -lo pessoalmente for 01 % e pior, se ele estiver a fim de uma outra pessoa que mora no mesmo bairro que ele ou estuda na mesma faculdade que ele?
Melhor! Ah..porque ainda pode melhorar, se ele te dá maior papo no msn, no orkut, adora você, te acha engraçada e autêntica e sempre te faz elogios maravilhosos como 'Eu adoro você sabia? Já é uma grande amiga pra mim", isso ele diz claro quando você acaba de ajudá-lo com a tal menina por quem ele está apaixonado...
DROGA DE AMOR PLATÔNICO!
domingo, 28 de fevereiro de 2010
As palavras
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Um hippie em minha vida

Ontem eu conheci um hippie, ele era incrível, estava bêbado e parecia já fazer algum tempo que não tomava banho. Mas era um homem supersábio, educado e legal que de alguma forma me cativou. Ele era hippie mesmo do tipo que ouve Raul Seixas, e falava coisas do tipo: " maluco, bicho, babilônia, marmota, jóia e podes crer" Ai bicho adorei conhecê-lo, podes crer! Ficamos amigos.
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